A migração de dados para a nuvem pode ampliar a escalabilidade, reduzir custos de infraestrutura e aumentar a proteção das informações
À medida que empresas digitalizam processos, uma mudança técnica ganha espaço na gestão de dados, imagens e sistemas: a migração de estruturas locais para ambientes em nuvem. A transformação modifica não apenas a forma de acessar informações, mas também a maneira como as empresas dimensionam investimentos, ampliam operações e protegem seus ativos digitais.
A pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br/NIC.br, mostra que 36% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas contrataram capacidade de processamento em nuvem em 2025, ante 33% no ano anterior. O estudo também aponta que 54% pagaram por serviços de armazenamento de arquivos ou bancos de dados em nuvem.
Escalabilidade é um dos principais diferenciais
De acordo com Vinicius Romano, CEO da Camerite, a discussão sobre nuvem e infraestrutura local precisa considerar principalmente a capacidade de expansão dos negócios.
No videomonitoramento tradicional, DVRs e NVRs possuem uma quantidade limitada de canais, cada canal correspondendo a uma câmera conectada. Assim, conforme o número de câmeras aumenta, também pode ser necessário ampliar a quantidade de equipamentos instalados. Uma nova expansão, portanto, pode representar novos investimentos em infraestrutura.
“Quando uma empresa cresce, sua infraestrutura precisa acompanhar esse crescimento. No modelo baseado em DVRs e NVRs, adicionar câmeras pode significar adquirir novos equipamentos. Na nuvem, a capacidade pode acompanhar a expansão da operação de maneira muito mais flexível, sem depender da mesma lógica de expansão física”, explica Romano.
O executivo destaca ainda que existem custos que nem sempre entram na conta inicial. Além da aquisição dos equipamentos, é preciso considerar manutenção, atualização da infraestrutura e cuidados permanentes relacionados à segurança da informação.
A Camerite opera atualmente com cerca de 16 mil câmeras ativas e utiliza o Object Storage da Oracle Cloud Infrastructure (OCI) para o armazenamento das imagens, serviço que oferece capacidade de escalabilidade praticamente ilimitada para grandes volumes de dados. Na plataforma da companhia, o período de retenção das imagens pode ser configurado em 3, 7 ou 30 dias. Depois desse período, as gravações mais antigas são sobrescritas por novas imagens, de acordo com a configuração de cada cliente.
O custo que nem sempre aparece na conta
A aquisição dos equipamentos é apenas uma parte do investimento em uma estrutura local. Também entram na conta manutenção, substituição de componentes, atualização da infraestrutura e cuidados permanentes relacionados à segurança da informação.
Há ainda uma questão de segurança física. Em muitas operações, DVRs e NVRs permanecem dentro do próprio ambiente monitorado. Em uma eventual invasão, os equipamentos que concentram as imagens podem ser localizados, danificados ou levados.
“O problema é concentrar um ativo importante de segurança dentro do mesmo ambiente que está sendo protegido. Se um criminoso entra no local, os equipamentos que armazenam as imagens podem se tornar um dos primeiros alvos”, afirma Vinicius Romano.
A nuvem modifica essa lógica ao retirar a dependência do armazenamento físico dentro da unidade. A Camerite oferece uma plataforma de inteligência de vídeo em nuvem, compatível com diferentes equipamentos e com recursos para gestão remota das imagens.
Investir conforme a necessidade
O modelo também pode mudar a lógica financeira da expansão. Em vez de realizar grandes investimentos antecipados para construir uma infraestrutura que poderá ficar superdimensionada, a empresa pode ampliar sua capacidade conforme o crescimento da operação.
Esse aspecto ganha importância em projetos de longo prazo, já que equipamentos adquiridos hoje podem se tornar obsoletos ou insuficientes diante de novas necessidades tecnológicas.
“A nuvem permite que a empresa acompanhe o crescimento do negócio de forma mais racional. Em vez de imobilizar recursos em uma estrutura que pode ficar superdimensionada, é possível investir conforme a necessidade e manter o ambiente atualizado e seguro”, afirma Romano.
Para empresas que avaliam a migração, o executivo recomenda começar por um diagnóstico da infraestrutura atual, considerando quantidade de equipamentos, número de câmeras, custos de manutenção, necessidades de expansão e riscos relacionados à segurança das informações. A partir desse levantamento, é possível avaliar onde a nuvem pode gerar maior ganho operacional e financeiro.
Luciana Verissimo 11945261700 [email protected] www.mercadocom.com.br


Ansano Baccelli: Liderança Estratégica e Transformação Empresarial em Ambientes Multiculturais
iPhone Fabricado nos EUA Poderia Custar Mais de R$ 21 Mil, Diz Analista
Desenvolvida com coordenação do Ceweb.br, nova norma da ABNT estabelece requisitos para melhorar a acessibilidade de sites