Organizações criminosas estariam usando gados, cavalos e fazendas para lavagem de dinheiro, além de postos de combustíveis

O setor agrícola denunciou uma série de atividades suspeitas relacionadas à compra de usinas, fazendas, postos de combustíveis e transportadoras ligadas ao setor sucroalcooleiro.

As denúncias foram levadas ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) por empresários, agricultores e colaboradores ligados ao agro e à cadeia produtiva do álcool de várias regiões do interior paulista e de outros Estados.

Os relatos indicaram que fazendeiros, donos de usinas e de postos estavam sendo coagidos a vender suas propriedades para grupos criminosos, com suspeitas de incêndios criminosos em canaviais, empresas e propriedades rurais como forma de intimidação.

Os negócios suspeitos envolviam pagamentos à vista em dinheiro, com valores subfaturados e ameaças de morte caso houvesse desistência ou denúncia da coação. As investigações do Ministério Público estadual exigiram a colaboração de outras instituições, como o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Polícia Federal, diante de crimes como sonegação de tributos federais, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis por meio de importações fraudulentas de metanol.

Diário do Ceará

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