Júnior Mano tem candidatura vetada pelo PT do Ceará e retoma base política com controle de colégios eleitorais para buscar reeleição para a Câmara Federal.
Depois de ser vetado pelo grupo governista, Júnior Mano decidiu reagir. Ele lançou a candidatura de sua esposa, a prefeita Giordano Mano, para o cargo federal, além do ex-prefeito Acilon Gonçalves. Ele ameaça eleger 03 deputados federais, incluindo ele próprio. Para alcançar esse objetivo, está recuperando o controle de todos os seus colégios eleitorais. Essa medida está colocando pressão – e muita pressão – sobre o senador Cid Gomes para pressionar Camilo e o PT a recuarem do veto a Júnior Mano. Mas não haverá recuo no veto ao nome de Júnior Mano.
Enquanto Júnior Mano e Cid Gomes têm discordâncias com a base de Camilo e Elmano, a pré-candidatura de Chiquinho Feitosa (Republicanos) ao Senado está avançando silenciosamente nos bastidores e nas articulações governistas. Chiquinho tem intensificado o diálogo com lideranças políticas em todo o estado e aposta no capital político que acumulou ao longo dos anos. Nos bastidores, agentes políticos lembram que as articulações para as eleições de 2022 tiveram como ponto focal a residência do ex-senador, que se tornou um verdadeiro “QG” político. Foi lá que ocorreram reuniões estratégicas de apoio ao então governador Camilo Santana, hoje ministro da Educação, e ao próprio Elmano de Freitas, na época candidato ao Governo do Estado.
Nesta semana, prefeitos voltaram a declarar apoio à reeleição de Júnior Mano para a Câmara dos Deputados. Entre eles estão Gargamel, de Frecheirinha; Tiago Abreu, de São Luiz do Curu; Alan Macedo, de Milhã; e Cláudio Saraiva, de Capistrano. Cid se recusa a sentar para conversar com Camilo, apenas negocia com o governador Elmano. Ele deixa no ar a possibilidade de romper o compromisso de ficar em seu palanque. O impasse persiste.
