Piloto relata transporte de dinheiro em operações ligadas ao PCC
Um piloto que fazia parte de uma empresa de táxi aéreo envolvida em operações de lavagem de dinheiro ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) afirmou em depoimento à Polícia Federal que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, estaria entre os verdadeiros proprietários de quatro aeronaves utilizadas pela empresa.
Em uma entrevista exclusiva, Mauro Caputti Mattosinho revelou que Rueda era mencionado por seu chefe como líder de um grupo com recursos financeiros significativos destinados à compra de aeronaves de alto valor. Segundo Mattosinho, a empresa estava passando por um rápido crescimento devido ao investimento desse grupo liderado por Rueda. O piloto ingressou na empresa em 2023 e deixou o cargo recentemente, após transportar familiares de Beto Louco para o Uruguai, dias antes de uma grande operação das autoridades brasileiras que expôs o esquema de lavagem de dinheiro.
Mattosinho afirmou ter transportado por pelo menos 30 vezes dois suspeitos de liderar o esquema do PCC e agora foragidos da Justiça. A suspeita é de que Rueda seja o proprietário oculto das aeronaves executivas usadas para transportar membros do crime organizado, tanto em voos domésticos quanto internacionais.
