Banco e seu quadro societário incluía ainda o fundo de investimentos Arleen, ligado à rede financeira montada por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Segundo informações da imprensa, o resort teve, até pouco tempo atrás, como sócios os irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, além de um primo do ministro do STF, Mario Umberto Degani. A sociedade incluía também o fundo de investimentos Arleen, ligado à rede financeira montada por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Funcionários do resort de luxo tratam Toffoli como o dono de fato do lugar.
Entre 2021 e 2025, os irmãos de Toffoli compartilharam o controle do Tayayá com o fundo Arleen. Segundo investigações recentes, o fundo fazia parte de uma série de investimentos utilizados para inflar artificialmente patrimônios por meio de empréstimos simulados e aplicações cruzadas, hospedadas na gestora Reag. Suspeita-se que recursos do Banco Master circulavam por essa estrutura e abasteciam empresas consideradas “laranjas” de Vorcaro. Em 2021, o Arleen comprou parte das cotas dos irmãos Toffoli no resort, representado no contrato por Silvano Gersztel, executivo da Reag e alvo da operação Carbono Oculto. Esta operação investiga lavagem de dinheiro relacionada ao crime organizado, incluindo o PCC. O Arleen também tornou-se sócio de parentes do ministro na DGEP, empresa de incorporação imobiliária registrada no mesmo endereço do resort Tayayá. Na época, a entrada do fundo gerou aproximadamente R$ 3,2 milhões para os irmãos de Toffoli. O e-mail utilizado na criação da empresa estava vinculado ao domínio do resort.
A saída dos irmãos do ministro da sociedade aconteceu em 2025, cerca de um mês antes do anúncio da tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), operação que foi posteriormente vetada pelo Banco Central.
