O Prejuízo Invisível: Como o uso excessivo de telas afeta a mente dos idosos

Cresce o uso de dispositivos digitais entre pessoas idosas durante a pandemia

Muito se fala sobre os efeitos negativos do uso de telas por crianças, porém, outro grupo que também merece atenção são os idosos. Durante a pandemia de Covid-19, houve um aumento significativo no uso de dispositivos digitais por pessoas com mais de 60 anos. O que começou como uma forma de manter contato com a família e obter informações, se tornou um hábito diário. Muitos idosos passam horas consumindo redes sociais, vídeos, notícias e jogos, o que tem preocupado especialistas devido aos impactos negativos na memória e capacidade de concentração.

Esses sintomas podem não ser causados por doenças neurológicas, mas sim pelo uso excessivo e desregulado de telas. O cérebro precisa de atenção para processar e armazenar informações, e quando essa atenção é constantemente direcionada para estímulos digitais, a capacidade de foco e memória é comprometida.

O uso intenso de redes sociais e plataformas digitais pode interferir negativamente no funcionamento do cérebro, levando a dificuldades cognitivas e lapsos de memória. No entanto, quando utilizado de forma moderada e intencional, a tecnologia pode trazer benefícios para os idosos, como estimulação cerebral e melhoria do bem-estar emocional.

É importante orientar os idosos sobre o uso saudável de telas, alertando sobre os efeitos negativos do uso excessivo, a importância de equilibrar atividades online com interações presenciais e outras formas de estimulação cognitiva. Cuidar da saúde mental dos idosos é fundamental para preservar sua autonomia e qualidade de vida, e o uso consciente da tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa nesse processo.

Sobre o autor:
Dr. Diego Bandeira é neurologista intervencionista especializado no tratamento do AVC e na promoção da saúde cerebral.

Diário do Ceará

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