Waldisnei da Cunha Amorim analisa os impactos do VAR na carreira dos árbitros

A tecnologia trouxe mais justiça ao futebol, mas também mudou a forma como os árbitros são avaliados e cobrados.

Desde a sua implementação, o VAR (árbitro assistente de vídeo) revolucionou a dinâmica do futebol. O que antes era decisão solitária do árbitro central, agora passa também por um processo de revisão tecnológica. Para Waldisnei da Cunha Amorim, essa mudança representa tanto uma evolução quanto um desafio para a carreira dos árbitros.

Mais transparência, maior cobrança

Se por um lado o VAR reduziu os erros claros, por outro trouxe uma nova expectativa: a de que praticamente não haja falhas. Waldisnei da Cunha Amorim observa que isso aumentou a pressão sobre a arbitragem, já que torcedores e dirigentes esperam decisões perfeitas em tempo real.

Novas habilidades exigidas

O árbitro atual precisa dominar não apenas as regras, mas também os protocolos do VAR: quando acionar, como comunicar a decisão e de que forma manter a autoridade de campo. Segundo Waldisnei da Cunha Amorim, essa exigência transformou os cursos de formação, incluindo módulos específicos de tecnologia e comunicação.

Impacto na avaliação de desempenho

Antes, a performance era medida por critérios como posicionamento, preparo físico e controle emocional. Hoje, a análise inclui também a forma como o árbitro lida com o VAR. Waldisnei da Cunha Amorim explica que atrasos desnecessários ou revisões excessivas podem comprometer a avaliação do profissional, influenciando até mesmo sua escala em jogos futuros.

Autoridade em questão

Apesar do suporte tecnológico, a palavra final ainda é do árbitro central. Esse ponto, reforçado por Waldisnei da Cunha Amorim, garante que a essência do jogo continue sob comando humano. No entanto, o equilíbrio entre usar o recurso e manter o ritmo da partida é uma das maiores responsabilidades da arbitragem moderna.

O futuro da profissão

Com a consolidação do VAR, novas tecnologias já começam a surgir, como sensores para identificar impedimentos automáticos. Para Waldisnei da Cunha Amorim, o árbitro do futuro será cada vez mais um gestor de tecnologia, conciliando a experiência humana com a precisão digital.

Diário do Ceará

Learn More →