Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar alerta para aumento de transplantes capilares feitos para corrigir cirurgias mal executadas

São Paulo, 03 de novembro de 2025 – Um número crescente de cirurgias de transplante capilar tem sido realizado não para promover novos resultados estéticos, mas para reparar danos causados por procedimentos mal feitos. Segundo dados da International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS), cerca de 10% dos transplantes realizados atualmente no mundo são correções de cirurgias anteriores — muitas delas feitas em clínicas internacionais de baixo custo, que operam sem a devida supervisão médica ou estrutura adequada.

De acordo com a Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC), essa tendência preocupa profissionais e pacientes, já que os erros cometidos em intervenções desse tipo podem comprometer permanentemente a área doadora, gerar cicatrizes extensas, falhas irreversíveis e resultados artificiais.

“A restauração capilar é um procedimento cirúrgico que exige conhecimento técnico, planejamento e ética médica. A busca por soluções rápidas ou mais baratas tem levado muitas pessoas a clínicas que não seguem protocolos de segurança, expondo os pacientes a riscos graves”, alerta a Dra. Anna Cecília Andriolo, dermatologista e presidente da ABCRC.

A associação reforça que os transplantes capilares devem ser conduzidos exclusivamente por médicos capacitados, com domínio das técnicas e compreensão anatômica da área doadora, região de onde são retirados os fios para o implante. Quando há superextração dessa área, por exemplo, não é possível fazer novos transplantes, tornando as cirurgias reparadoras complexas e, em alguns casos, inviáveis.

Diante desse cenário, a ABCRC reforça a importância da informação e da escolha consciente antes de realizar um transplante capilar. A entidade disponibiliza em seu site oficial e nas redes sociais recomendações para orientar pacientes sobre critérios de segurança, qualificação profissional e boas práticas médicas na especialidade.

Entre os principais pontos, a ABCRC destaca a necessidade de verificar as credenciais do cirurgião responsável, confirmar o registro e o credenciamento da clínica, observar condições adequadas de higiene e segurança e garantir um acompanhamento pós-operatório médico e contínuo. “Nosso papel é garantir que a restauração capilar seja vista como um procedimento médico, e não apenas estético. O paciente precisa ser orientado e atendido com responsabilidade”, complementa a Dra. Andriolo.

SOBRE A ABCRC

ABCRC é uma associação sem fins lucrativos, composta por médicos que fazem a cirurgia de Restauração Capilar. Foi fundada em 1º de março de 2003, e tem por objetivo congregar os profissionais médicos que atuam em restauração capilar no Brasil – especificamente, cirurgiões plásticos e dermatologistas – trabalhando para propiciar os melhores meios para a atualização científica e garantindo sua defesa profissional. 

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Camilla Conde
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